A
vida dos portugueses vai ficar mais difícil em 2013. O aumento dos impostos, o
maior de sempre, anunciado na quarta-feira pelo ministro das Finanças vai
diminuir o rendimento disponível das famílias.
Pablo Fernández, diretor da PHX
Marketing refere que cada vez mais os portugueses deveriam procurar uma solução
alternativa.
O ministro das
Finanças anunciou ontem novas medidas de austeridade que vêm substituir o corte
dos subsídios de férias e de Natal à Função Pública, aos pensionistas e
aos reformados, chumbado pelo Tribunal de Constitucional e a proposta de
mexidas na Taxa Social Única (TSU).
Vítor Gaspar
revelou um “enorme aumento de impostos” também para compensar a reposição de um
subsídio aos funcionários públicos e de 1,1 subsídios aos reformados e
pensionistas em 2013.
Os impostos que vão aumentar
- Redução do número de escalões de IRS dos atuais oito para cinco.
O Executivo mantém, contudo, “os limites atuais para o mínimo de existência, de
forma a proteger mais de dois milhões de famílias”, explicou o ministro das
Finanças. É mantida ainda a taxa adicional de solidariedade de 2,5% no escalão
mais elevado, que subirá de 49% para 54,5%.
- Também em sede de IRS o Governo vai criar uma sobretaxa de 4%
sobre os rendimentos auferidos em 2013, equivalente a mais de meio salário, não
estando ainda claro se esta será aplicada mensalmente ou de uma única vez. O
Governo repete assim a receita aplicada em 2011, quando foi criada uma
sobretaxa de 3,5% sobre o subsídio de Natal. Considerando o efeito da sobretaxa,
a taxa média efetiva de IRS passará de 9,8% para 13,2%.
- As empresas com lucros mais elevados (a partir de 7,5 milhões de
euros, em vez dos anteriores 10 milhões) também vão pagar mais IRC, através de um aumento da derrama
estadual. Vão ser ainda limitados os benefícios fiscais às empresas que se
financiam por dívida.
- O tabaco vai ficar mais caro. O Governo anunciou um aumento do
imposto sobre o tabaco, mas não disse em quanto. Recorde-se que o presidente da
Confederação da Indústria Portuguesa (CIP), António Saraiva, propôs
recentemente um aumento de 30% do imposto sobre o tabaco.
- A tributação dos bens de luxo vai ser agravada.
- Agravamento da tributação dos rendimentos de capital, como
juros de poupanças, dividendos e mais-valias imobiliárias, que passam a ter uma
taxa de 28%;
- Aumento da tributação de imóveis com um valor igual ou acima de
um milhão de euros em sede de imposto de selo, a que acresce os efeitos
resultantes da avaliação geral dos prédios no pagamento do Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI)
já em 2013 (medida a aplicar já em 2012);
- É eliminada a cláusula de salvaguarda geral do IMI, de modo a
antecipar este efeito para a generalidade dos proprietários. Na medida,
aprovada pelo PSD e CDS em Novembro de 2011, era colocado um ‘travão’
nos aumentos do IMI derivados da subida do valor patrimonial dos
imóveis. Excluídos da medida ficam os contribuintes com rendimentos mais
baixos;
- Será criado ainda um imposto sobre as transações financeiras
proposto por Bruxelas.
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