Há dois dias, a curiosidade levou-nos a perguntar ao
Diretor de PHX Marketing, Pablo Fernández, como é que ele consegue encontrar o
equilíbrio entre a sua vida profissional – um atarefado empresário - e a sua
intensa vida pessoal entre o desporto, a literatura e as viagens. Esta foi a
sua reposta:
Nos tempos que correm, cada vez mais trabalhadores
queixam-se de que o seu emprego não lhes permite realizar outras atividades que
realmente gostam, que não conseguem conciliar a suas vidas pessoal e profissional.
Consequentemente, estão deprimidos pela espiral contraditória na que se
encontram: não podem deixar o seu trabalho porque é o que lhes dá vida, mas não
têm vida porque o seu trabalho lha tira.
Muitas pessoas perguntam como é que eu consigo fazer o
que eu faço fora do meu trabalho quando, supostamente, um executivo só tem
tempo para o seu trabalho. O segredo de muitas das coisas que nós fazemos é a
organização. A organização transforma-se em hábito e um hábito é algo que
executamos sem pensar, algo quase orgânico. Como empresário tenho imensas
tarefas, provavelmente mais do que o 95% das pessoas que se queixam da falta de
tempo, mas o meu foco, em lugar de estar no volume, está na qualidade.
Estas são
as minhas seis regras de ouro para encontrar o equilíbrio:
Primeira regra: Não
importa quanto tempo trabalhas, mas sim o quanto atinges no tempo em que
estás a trabalhar.
Como os americanos falam: “Work
smart, not hard”. Trabalhar por objetivos organiza automaticamente o teu dia: a
chave está na diferenca entre “trabalhar” e “estar no trabalho”. 20% do teu
negócio cria 80% do teu negócio, é ai onde devemos colocar a nossa
determinação.
Segunda regra: O
dia tem 24 horas.
Parece que algumas pessoas têm
uns dias com apenas 15 horas. Pensar no facto - não tenho tempo ou decidir se
me vou organizar a ter tempo ou não, ocupa tempo: não o usem de forma errada.
Mais ação e menos pensamentos inúteis.
Terceira regra: Não
desistir da organização.
Se tenho objetivos que quero
atingir mas não tenho tempo para me organizar, então também não terei tempo
para atingir esses objetivos. Ficarei sempre estagnado.
Quarta regra: A
recompensa.
Uma pessoa é mais facilmente
motivável pelo prêmio que pelo castigo. Se tenho uma grande carga de trabalho,
não penso em que se não consigo acabar esse trabalho, terei que continuar a
trabalhar. Pelo contrário, penso em como me vou recompensar a mim próprio pelo
fato de ter conseguido acabar esse trabalho. Com um pensamento positivo na
cabeça, vou-me esforçar mais e mais eficientemente que se estou a pensar:
“Deus, tenho tanto trabalho por fazer!”. Recompensas a curto prazo são os
melhores motores de motivação.
Quinta regra: Sempre
posso fazer mais alguma coisa.
Às vezes encontro-me com alguns dos meus
empregados que procuram desculpas para explicar o porquê de não terem atingido
os seus objetivos, e eu uso a seguinte analogia: “Se tivesses um contrato assinado
sobre a mesa no qual estivesse estipulado que irias receber 1.000.000 de euros
por teres acabado esta tarefa a tempo, terias acabado? Então isso significa que
podias ter feito mais.
Sexta regra: Faz
algo que desfrutes.
Esta é a minha regra favorita e
resume a minha visão sobre o que significa trabalhar: se encontras algo que
gostas de fazer, não voltarás a trabalhar o resto da tua vida.
Estas seis regras ajudaram a
adorar o que faço dentro e fora da minha empresa.
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