quarta-feira, 17 de outubro de 2012

O objetivo número 1 da PHX Marketing



            Na conjuntura socioeconómica atual, o crescimento sustentável das empresas é cada vez mais complicado. Encontrar a fórmula do sucesso vai depender da habilidade e iniciativa individual, da adaptabilidade ao entorno que carateriza os grandes lideres. É assim que começam as grandes ideias que são sempre, por outro lado, as mais simples.
            Com o intuito de conhecer essa “simplicidade” do sucesso, reunimo-nos hoje com o Fundador da PHX Marketing, Pablo Fernández. Pontual como sempre, recebe-nos com um estudado sorriso. Debaixo do impecável fato cinzento, ligeiramente brilhante, está um homem jovem, dinâmico e com esse mistério intrínseco como todos os triunfadores em tão tenra idade. Desde a primeira resposta, percebe-se a profundidade do seu conhecimento e parece que soltamos cabos para uma viagem diferente: aprender.
Pablo Fernández com um dos seus sócios de Portugal, João Danado, Valência

Qual é o segredo para ser “Pablo Fernández”?
- [Risos] Não há realmente segredos para ser Pablo Fernández. Do mesmo modo que Pablo Fernández ainda não está acabado, e continua à procura de novos “segredos” para acabar de se fazer. Provavelmente esse será o primeiro ingrediente: procurar sempre um novo desafio e aprender, com humildade, dos melhores. É o que chamamos de mentalidade de estudante: a capacidade de assimilar e aplicar informação.

Então ser Pablo Fernández implica muitas horas fechado num quarto a estudar?
- [Novos risos, isto começa bem] Não necessariamente. Eu diria que é mais uma questão de atitude. Atitude é como ter um Ferrari: é um carro bonito, de luxo, rápido… mas se não o abastecermos, (não vamos poder tira-lo da garagem) não o vamos poder tirar da garagem. Uma pessoa pode ter muitos conhecimentos, mas se não tem atitude, não vai lograr nada do que se proponha. (Obviamente) É óbvio que sou partidário da formação, e que a que considero essencial, mas se olhamos para as pessoas que mais influências têm tido na História, não são precisamente os mais brilhantes “estudantes universitários”, mas sim pessoas dotadas de uma atitude que inspirou a outras nos momentos mais difíceis.

Podemos dizer, logo, que os ingredientes do sucesso da sua empresa são a atitude e a formação?
- Em parte, sim. Contudo, acho que esse sucesso reside na simplicidade da nossa ideia: todas as empresas do mundo precisam de mais clientes (desde uma escola até um hospital ou um restaurante), mais clientes equivale a mais dinheiro. Nesse contexto, funcionamos como ponte entre as duas necessidades: a do cliente e a do consumidor. Daí a fonte inacabável do nosso crescimento. Segundo, a diferença radical do nosso sistema de trabalho: todas as empresas com sucesso internacional, como a MacDonalds, por exemplo, estão baseadas num simples e substituível método de trabalho, o que garante estabilidade na expansão. Ai é onde a nossa estratégia de formação determina a nossa vitória. Mas, repito, conhecimento sem atitude é só palavras que o vento leva.
Carolina Morales diretora do Porto

E quais são os seguintes passos na expansão da PHX Marketing?
- A curto prazo, pretendemos nos consolidar como número 1 do setor em Portugal. E isto passa por nos convertermos numa máquina imparável de recrutamento. O objetivo é oferecer 300 postos de trabalho nas 40 campanhas que tencionamos realizar no período 2012-2013 prévios à nossa expansão em 2014 no Brasil, onde nos aguarda um mercado de 190 milhões de pessoas.


Não é assustador um mercado tão grande, partindo desde Portugal?
- Mais que assustador, é motivador, a oportunidade é demasiado grande para deixa-la fugir. Por outro lado, no meu caso particular, as minhas bases de gestão nasceram em Londres, que per se é um mercado de mais de 12 milhões de pessoas, a população total de Portugal, por isso só seria uma questão de adaptar o meu conhecimento de um país para outro.

As pessoas não lhe perguntam o porquê de vir para Portugal dada a situação atual do país?
- Eu adoro Portugal: o ritmo de vida, a comida, o tempo… se comparamos tudo isso com outros países nos quais morei ou com uma cidade como Londres, a pergunta seria “Porque não Portugal?”. Como negativo, aborreço-me bastante com o caráter derrotista de muitos portugueses. Se (empregassem) utilizassem metade da energia que usam em serem pusilânimes em algo produtivo, o país estaria numa situação completamente diferente. Nesse sentido, os britânicos aprenderam a rir-se de si próprios enquanto procuram soluções para serem número um de novo. Os portugueses criticam, choram, mas ninguém faz nada. Agora começam a manifestar-se, o qual, no meu modo de ver (ainda que apoio o direito às manifestações), é só mais uma forma ruidosa de criticar, chorar e não fazer nada.

Onde está a solução para Portugal, neste sentido?
- Há que educar a mentalidade das pessoas, não aceitar a negatividade do outro. E acabar com o egoísmo e o oportunismo da classe política. Uma das pessoas que mais admiro é de Klerk: libertou Nelson Mandela sabendo que acabaria por perder as eleições contra ele. Mas ele estava a pensar que, em 20 anos, isso seria o melhor para África do Sul. E esse sacrifício, essa generosidade, salvou o seu país. Em Portugal, como em tantos outros países, os políticos só pensam em ganhar as próximas eleições, não no que será melhor para o país em 20 anos. Mas não nos enganemos, os 80% por cento das pessoas que acudiu as manifestações, também pensa nas “nas próximas eleições”: ninguém deu ainda uma alternativa válida.

Apesar de todo o “ruido” e os “choros” ainda dá para desfrutar, espero, em Portugal. A quê dedica o tempo livre um jovem empresário? Ou não existe tal “tempo livre”?
- [Voltam os risos] Existe, é muito importante, para mim, o equilíbrio entre o profissional e o pessoal. Basicamente, leio imenso, especialmente Camus e, tenho que confessar, adoro o vosso Fernando Pessoa, especialmente Álvaro de Campos. E gosto muito de viajar o que, devido ao meu trabalho, felizmente, consigo fazer muito. Também gosto de um pouco de desporto, joguei durante 17 anos andebol, e sempre ficou essa veia de competitividade e desportista.

Quando sair de Portugal será um “adeus” ou um “até logo”?
- [Nem medita a resposta] Um “até logo”, não só porque dirijo uma empresa em Portugal e, logisticamente, vai ser inevitável retornar periodicamente mas também porque todos os lugares em que moramos acabam por nos definir um bocado, e é difícil deixar para lá algo que nos pertence, como este país.

Então, até logo!
- [Último sorriso] Até logo!

            E despedimo-nos assim duma rara avis que afortunadamente pousou no nosso país. Desejamos-lhe o maior sucesso e que através do seu labor consiga mexer Portugal abrindo-nos novas oportunidades.
Boa sorte ou, melhor, boa atitude!

Pablo a dar um seminário sobre liderança em Madrid

Destaques:
«Atitude é como ter um Ferrari: é um carro bonito, de luxo, rápido… mas se não o abastecermos, (não vamos poder tira-lo da garagem) não o vamos poder tirar da garagem. Uma pessoa pode ter muitos conhecimentos, mas se não tem atitude, não vai lograr nada do que se proponha.»
«(…)acho que esse sucesso reside na simplicidade da nossa ideia: todas as empresas do mundo precisam de mais clientes (desde uma escola até um hospital ou um restaurante), mais clientes equivale a mais dinheiro. Nesse contexto, funcionamos como ponte entre as duas necessidades: a do cliente e a do consumidor. Daí a fonte inacabável do nosso crescimento.»
«A curto prazo, pretendemos nos consolidar como número 1 do setor em Portugal. E isto passa por nos convertermos numa máquina imparável de recrutamento.»
«Uma das pessoas que mais admiro é de Klerk: libertou Nelson Mandela sabendo que acabaria por perder as eleições contra ele. Mas ele estava a pensar que, em 20 anos, isso seria o melhor para África do Sul. E esse sacrifício, essa generosidade, salvou o seu país. Em Portugal, como em tantos outros países, os políticos só pensam em ganhar as próximas eleições, não no que será melhor para o país em 20 anos.»



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