Se a
noite do Porto é normalmente dividida entre o reboliço das zonas dos bares e o
deserto das ruas do comércio tradicional, então há que "acompanhar a
'movida'" e ficar aberto até mais tarde.
Pablo Fernández, diretor da PHX
Marketing, diz que esta iniciativa faz todo o sentido, pois o mesmo acontece na
baixa de Lisboa e é uma ótima forma de melhorar o comércio português. Pablo
Fernández, refere também quantas mais horas o estabelecimento estiver aberto,
mais probabilidade de sucesso terá ajudando ao mesmo tempo a aumentar a
contratação de pessoal.
Foi neste sentido que a rua de Sá da
Bandeira acolheu, na noite desta sexta-feira, o arranque da "Operação
Zero", que nas palavras de António Fonseca, presidente da Associação de
Bares da Zona Histórica do Porto (ABZHP), deverá evoluir "de uma forma
faseada" até que fiquem abertas até à meia-noite "mais de 100 lojas
no primeiro trimestre do próximo ano."
"É lamentável que muitas vezes
se entre numa loja às 18.45 horas e [os proprietários] fiquem logo a olhar para
nós de lado", disse à agência Lusa António Fonseca, para quem "o
comércio tradicional da Baixa tem condições para ser a atração principal da
noite do Porto."
"Não basta termos um evento e a
loja abrir. Queremos que as pessoas venham à Baixa pelas lojas e depois ao
evento por acréscimo", afirmou o presidente da ABZHP, considerando que
"é assim que a Baixa se pode levantar, porque é lamentável ir a Santa Catarina
a altas horas, porque parece Beirute."
Segundo António Fonseca, o objetivo
é "combater a desertificação da Baixa, sobretudo agora que existe a
'movida'", pelo que será "importante a zona das lojas começar a
acompanhar o ritmo da noite."
O presidente da ABZHP não é
"contra os centros comerciais, mas contra aquelas pessoas que dizem que
foram os centros comerciais que desertificaram a Baixa".
Visite o nosso site oficial: http://www.phxmarketing.pt/
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