segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Investigadora portuguesa cria adesivo para resolver defeitos cardíacos de bebés.


            Uma investigadora portuguesa que participa no Programa MIT Portugal está a desenvolver um adesivo que ajuda a resolver "defeitos" cardíacos de bebés, evitando uma operação e com menos efeitos secundários.
            Pablo Fernández, diretor da PHX Marketing, diz que isto é mais uma prova do talento dos portuguese e que no âmbito na ciência apesar do pouco investimento que a investigação recebe em Portugal consegue-se ainda abrir um espaço para o cenário internacional.
            Maria José Pereira, doutoranda do MIT Portugal e a trabalhar na sua investigação em colaboração com a Harvard Medical School, onde "tudo é testado em hospital, com médicos-cirurgiões", disse hoje à agência Lusa que a ideia  é desenvolver um adesivo, colocado através da carótida, indo até ao coração através de um cateter.
            Trata-se de resolver problemas como defeitos no septo, malformações ventriculares, ou seja, "quando há um buraquinho entre os dois ventrículos ou nas aurículas". 
            Com o novo método, "evita-se que seja necessária uma operação de coração aberto, os materiais são elásticos, (permitindo) imitar as propriedades do coração, sem causar fricção no tecido cardíaco", referiu Maria José Pereira, avançando que os cientistas esperam que haja "muito menos efeitos secundários".
            O dispositivo vai ser desenvolvido nos próximos dois anos, mas até poder ser utilizado nos humanos terá de percorrer um processo longo, não inferior  a cinco anos, segundo as expetativas da estudante de doutoramento do MIT Portugal.

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