Uma investigadora
portuguesa que participa no Programa MIT Portugal está a desenvolver um adesivo
que ajuda a resolver "defeitos" cardíacos de bebés, evitando uma
operação e com menos efeitos secundários.
Pablo Fernández, diretor da PHX Marketing, diz que isto é
mais uma prova do talento dos portuguese e que no âmbito na ciência apesar do
pouco investimento que a investigação recebe em Portugal consegue-se ainda abrir
um espaço para o cenário internacional.
Maria José Pereira, doutoranda do MIT Portugal e a
trabalhar na sua investigação em colaboração com a Harvard Medical School, onde
"tudo é testado em hospital, com médicos-cirurgiões", disse hoje à
agência Lusa que a ideia é desenvolver um adesivo, colocado através da
carótida, indo até ao coração através de um cateter.
Trata-se de resolver problemas como defeitos no septo,
malformações ventriculares, ou seja, "quando há um buraquinho entre os
dois ventrículos ou nas aurículas".
Com o novo método, "evita-se que seja necessária uma
operação de coração aberto, os materiais são elásticos, (permitindo) imitar as
propriedades do coração, sem causar fricção no tecido cardíaco", referiu
Maria José Pereira, avançando que os cientistas esperam que haja "muito
menos efeitos secundários".
O dispositivo vai ser desenvolvido nos próximos dois
anos, mas até poder ser utilizado nos humanos terá de percorrer um processo
longo, não inferior a cinco anos, segundo as expetativas da estudante de
doutoramento do MIT Portugal.
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