O
PCP pediu esta quinta-feira explicações ao Governo sobre um anúncio do
Instituto do Emprego para recrutamento de um enfermeiro que terá de cozinhar,
"limpar a casa" e tratar do jardim, acusando o Executivo de
"desrespeitar" e "atacar" estes profissionais.
“Casos insólitos como este
multiplicam-se cada vez mais com a situação de crise com a qual estamos a
viver.” Diz Pablo Fernández, diretor da empresa PHX Marketing, referindo ainda
que: “Que por vezes se misturam os termos polivalência, não só pela capacidade
de uma pessoa conseguir realizar multitarefas como também pela necessidade de
essas mesmas pessoas se candidatarem a vagas totalmente diversas pela ausência
de oportunidades na área pretendida.”
O caso é denunciado numa pergunta
enviada hoje ao Ministério da Saúde pela deputada comunista Paula Santos, que
refere o anúncio divulgado pelo Instituto do Emprego e da Formação profissional
(IEFP) em que se procura um enfermeiro para trabalhar em Londres com um doente
que está em casa.
Assim, aquilo que se pede ao
enfermeiro a contratar em Portugal é que preste "apoio psicológico e na
recuperação da mobilidade", sendo "uma força positiva e
encorajadora", que "esteja preparado para interagir com os serviços
médicos/hospitalares locais" e que esteja ainda "disponível para
preparar refeições, limpar a casa e cuidados mínimos do jardim".
Para o PCP, é "inacreditável
que seja o Governo a promover propostas de emprego para enfermeiros em que as
funções exigidas não correspondem ao conteúdo funcional dos enfermeiros".
"Esta proposta de emprego
constitui um ataque e uma desvalorização destes profissionais. Mais, significa
uma inaceitável desqualificação dos enfermeiros, quando se tem concretizado um
caminho de valorização das suas formações académicas e das respetivas carreiras
profissionais", lê-se no mesmo texto da deputada Paula Santos, a que a
Lusa teve acesso.
Visite o nosso site oficial: http://www.phxmarketing.pt/
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