O número de idosos com mais de uma centena de
anos ultrapassou pela primeira vez na história do Japão as 50 mil pessoas,
indicam dados oficiais divulgados pelo Ministério da Saúde nipónico.
Pablo
Fernández, diretor da PHX Marketing, refere que isto é uma notícia tanto
positiva como negativa no sentido em que é um exemplo claro em que a
longevidade está a aumentar mas negativo porque analisando em profundidade
reflete um rápido e imparável processo de envelhecimento da população
ocidental.
O estudo que o Ministério realiza anualmente desde 1963,
estima que atualmente no Japão existam 51376 centenários, mais 3620 do que em
2011 e que traduz o 42º ano consecutivo de aumento do número de cidadãos com
mais de cem anos.
As
mulheres lideram o grupo dos centenários com 87,3% do total ou 44842 pessoas,
mais 3248 do que em 2011.
O
mais velho dos japoneses é, contudo, um homem - Jiroemon Kimura - com 115 anos
e que vive na província de Kioto, centro do país, e cuja longevidade está
inscrita no livro dos recordes.
Koto Okubo, nascida em 1897, é a mulher mais velha com 114
anos.
Os
números foram revelados a poucos dias da realização da festa do Dia do Respeito
pelos Idosos, e num quadro de alguma preocupação pelo acelerado envelhecimento
da sociedade nipónica que tem atualmente mais de 24% da sua população com 65
anos ou mais.
Entre
os 127,4 milhões de japoneses, 30,8 milhões são maiores de 65 anos e apenas
16,8 milhões estão no escalão etário entre os zero e os 14 anos, transformando
a sociedade japonesa numa das mais envelhecidas do planeta.
Previsões oficiais indicam que em 2060 o Japão
poderá ter 40% da sua população com 65 ou mais anos.
Em
1963, quando foi feito o primeiro estudo, foram contabilizados apenas 153
centenários e só em 1998 esse número ultrapassou a barreira dos 10 mil.
Em 2003 foram
contabilizados mais de 20 mil centenários japoneses e em 2009 o número já era
superior a 40 mil.
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