O primeiro-ministro
publicou uma mensagem no seu mural da rede social Facebook reiterando que as
medidas de austeridade que anunciou na sexta-feira "representam um passo
necessário e incontornável no caminho de uma solução real e duradoura".
À semelhança de outros líderes europeus - Rei de Espanha
e Ministros da Grécia, e como suposto líder de Portugal em vez de tratar como
“amigos” os portugueses deveria converter-se em amigo real, meter as mãos na
terra como o resto do povo e começar a baixar o seu próprio salário. Ex: A nova
proposta de lei na Grécia prevê que o primeiro-ministro e o presidente do
Parlamento sofram uma redução mensal de 1872 euros nos salários,
enquanto o vice-presidente do governo e o principal líder da oposição
passem a receber menos 1404 euros por mês. E em Espanha o rei Juan Carlos
de Espanha anunciou, esta terça-feira, um corte de 7,1% no seu próprio salário,
em solidariedade com os funcionários públicos. Contas feitas, o monarca vai
descontar 20 mil euros aos mais de 292 mil euros brutos que deveria auferir
este ano e o príncipe Filipe, sofre um corte de 10 mil euros anuais, e à casa
real, que vê agora o seu orçamento reduzido em 100 mil euros.
Na mensagem, Pedro Passos Coelho dirige-se aos
portugueses chamando-lhes "amigos" e afirma que esse foi "um dos
discursos mais ingratos que um primeiro-ministro pode fazer": ter de
"informar os portugueses, que têm enfrentado com tanta coragem e
responsabilidade este período tão difícil da nossa história, de que os
sacrifícios ainda não terminaram".
"Não era o que gostaria de poder vos dizer, e sei
que não era o que gostariam de ouvir", acrescenta.
"Queria escrever-vos hoje, nesta página pessoal, não
como primeiro-ministro mas como cidadão e como pai, para vos dizer apenas isto:
esta história não acaba assim. Não baixaremos os braços até o trabalho estar
feito, e nunca esqueceremos que os nossos filhos nos estão a ver, e que é por
eles e para eles que continuaremos, hoje, amanhã e enquanto for necessário, a
sacrificar tanto para recuperar um Portugal onde eles não precisarão de o
fazer", assegura.
Na mensagem hoje publicada na sua página do Facebook, o
primeiro-ministro sublinha que Portugal "é hoje um exemplo de determinação
e força", e que "esse é o resultado direto dos sacrifícios que todos
temos feito", contrapondo, embora, que "para muitos Portugueses, em
particular os mais jovens, essa recuperação não tem gerado aquilo que mais
precisam neste momento: um emprego".
"Quem está nessa situação sabe bem que este é mais
do que um problema financeiro - é um drama pessoal e familiar, e as medidas que
anunciei ontem [sexta-feira] representam um passo necessário e incontornável no
caminho de uma solução real e duradoura", afiança.
"Vejo todos os dias o quanto já estamos a trabalhar
para corrigir os erros do passado, e a frustração de não poder poupar-nos a
estes sacrifícios é apenas suplantada pelo orgulho que sinto em ver, uma vez
mais, do que são feitos os portugueses", observa.
A concluir, deixa um "obrigado a todos" e
assina só com o nome próprio, Pedro.
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