domingo, 9 de setembro de 2012

Passos Coelho escreveu no Facebook que "os sacrifícios ainda não terminaram"


            O primeiro-ministro publicou uma mensagem no seu mural da rede social Facebook reiterando que as medidas de austeridade que anunciou na sexta-feira "representam um passo necessário e incontornável no caminho de uma solução real e duradoura".
            À semelhança de outros líderes europeus - Rei de Espanha e Ministros da Grécia, e como suposto líder de Portugal em vez de tratar como “amigos” os portugueses deveria converter-se em amigo real, meter as mãos na terra como o resto do povo e começar a baixar o seu próprio salário. Ex: A nova proposta de lei na Grécia prevê que o primeiro-ministro e o presidente do Parlamento sofram uma redução mensal de 1872 euros nos salários, enquanto o vice-presidente do governo e o principal líder da oposição passem a receber menos 1404 euros por mês. E em Espanha o rei Juan Carlos de Espanha anunciou, esta terça-feira, um corte de 7,1% no seu próprio salário, em solidariedade com os funcionários públicos. Contas feitas, o monarca vai descontar 20 mil euros aos mais de 292 mil euros brutos que deveria auferir este ano e o príncipe Filipe, sofre um corte de 10 mil euros anuais, e à casa real, que vê agora o seu orçamento reduzido em 100 mil euros.
            Na mensagem, Pedro Passos Coelho dirige-se aos portugueses chamando-lhes "amigos" e afirma que esse foi "um dos discursos mais ingratos que um primeiro-ministro pode fazer": ter de "informar os portugueses, que têm enfrentado com tanta coragem e responsabilidade este período tão difícil da nossa história, de que os sacrifícios ainda não terminaram".
            "Não era o que gostaria de poder vos dizer, e sei que não era o que gostariam de ouvir", acrescenta.
            "Queria escrever-vos hoje, nesta página pessoal, não como primeiro-ministro mas como cidadão e como pai, para vos dizer apenas isto: esta história não acaba assim. Não baixaremos os braços até o trabalho estar feito, e nunca esqueceremos que os nossos filhos nos estão a ver, e que é por eles e para eles que continuaremos, hoje, amanhã e enquanto for necessário, a sacrificar tanto para recuperar um Portugal onde eles não precisarão de o fazer", assegura.
            Na mensagem hoje publicada na sua página do Facebook, o primeiro-ministro sublinha que Portugal "é hoje um exemplo de determinação e força", e que "esse é o resultado direto dos sacrifícios que todos temos feito", contrapondo, embora, que "para muitos Portugueses, em particular os mais jovens, essa recuperação não tem gerado aquilo que mais precisam neste momento: um emprego".
            "Quem está nessa situação sabe bem que este é mais do que um problema financeiro - é um drama pessoal e familiar, e as medidas que anunciei ontem [sexta-feira] representam um passo necessário e incontornável no caminho de uma solução real e duradoura", afiança.
            "Vejo todos os dias o quanto já estamos a trabalhar para corrigir os erros do passado, e a frustração de não poder poupar-nos a estes sacrifícios é apenas suplantada pelo orgulho que sinto em ver, uma vez mais, do que são feitos os portugueses", observa.
            A concluir, deixa um "obrigado a todos" e assina só com o nome próprio, Pedro.

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