Contra as novas medidas de austeridade, políticos, músicos e
outras figuras públicas juntaram as suas vozes à indignação nacional.
Os socialistas Manuel Alegre e Álvaro Beleza foram duas das figuras públicas a marcar presença na manifestação realizada hoje em Lisboa e defenderam que, se não houver uma cedência do Governo quanto às novas medidas de austeridade, haverá uma mudança de Governo.
Os socialistas Manuel Alegre e Álvaro Beleza foram duas das figuras públicas a marcar presença na manifestação realizada hoje em Lisboa e defenderam que, se não houver uma cedência do Governo quanto às novas medidas de austeridade, haverá uma mudança de Governo.
Pablo
Fernández diretor da PHX Marketing concorda sempre que as pessoas manifestam,
mas acha que esta manifestação não teve um objetivo claro nem representa uma
solução, o problema de Portugal não esta na “troika” porque a mesma “troika” e
as mesmas medidas estão a ajudar outros países a sair da crise, o problema é
que em Portugal não existem alternativas politicas.
Como
se comprovou ontem na conferência de imprensa do PS, quando foi perguntado
sobre quais seriam as propostas deste partido não foram apresentadas nenhumas,
se não o único que foi dito por seis vezes é que este governo deveria recuar e
que este ministro deveria sair. Honestamente entre um povo descontente mas em
capacidade para escolher um grupo politico dirigente e estável e escolher a
“troika” Pablo Fernández diz preferir a “troika”, refere que eles sim sabem o
que fazem.
Em
declarações à agência Lusa, na praça José Fontana, local de onde partiu a
manifestação convocada para Lisboa sob o lema "Que se lixe a 'troika',
Queremos as nossas vidas", o ex-candidato presidencial Manuel Alegre
defendeu que "tem de haver um recuo do Governo", caso contrário
haverá "uma crise política".
"Se
não houver um recuo do Governo, nós vamos ter uma crise política. Quem disse
foi uma pessoa da coligação, foi o doutor Bagão Félix. Ou o Governo recua, ou
cai, porque esta é uma medida inaceitável", concluiu Manuel Alegre, numa
referência à redução da Taxa Social Única para as empresas e ao aumento das
contribuições dos trabalhadores.
Manuel
Alegre disse ter-se juntado a este protesto "como simples cidadão, num
gesto de solidariedade para com todos aqueles que estão indignados" com as
medidas de austeridade anunciadas pelo Governo, como é o seu caso.
Quanto
à expressão "Que se lixe a 'troika'", o antigo deputado e
vice-presidente da Assembleia da República observou: "Eu compreendo que se
diga isso. A mim também me apetece dizer".
Mais
à frente, na avenida da República, o membro do Secretariado Nacional do PS
Álvaro Beleza defendeu a mesma ideia: "Haverá um Portugal a seguir a este
dia, diferente, com outro caminho. Temos de fazer um caminho solidário, todos
juntos, com outra política. Ou o Governo cede e muda de política, ou nós
mudamos de Governo. Não há outra hipótese".
No
seu entender, "Portugal está de pé, hoje os portugueses levantaram-se e o
Governo tem de os ouvir".
Álvaro
Beleza referiu que se juntou a esta manifestação "como cidadão", por
estar também "indignado". Quanto ao lema "Que se lixe a
troika", considerou que significa que "os portugueses estão de pé,
não estão de cócoras" e querem ser donos do seu destino.
Entre as personalidades
que participaram nos protestos de hoje estão Helena Roseta, Manuel Tiago, Pedro
Abrunhosa, Francisco Louçã, Manuela Moura Guedes, Luís Represas, João Gil,
Arménio Santos, Garcia Pereira, Carvalho da Silva e a realizadora Raquel
Freire.
Sem comentários:
Enviar um comentário