Para Alexandre Soares dos Santos, rosto da
Jerónimo Martins e homem mais rico de Portugal, os trabalhadores mais velhos
«estão perfeitos» e não devem ser substituídos pelos jovens.
«Estamos a recrutar cada vez menos gente nova porque os quadros que nós temos são excelentes. Um tipo aos 55 anos está perfeito», disse Soares dos Santos, que assistia na plateia à conferência «Projeções 2030 - Futuro: Certezas e Margens de Liberdade».
«Estamos a recrutar cada vez menos gente nova porque os quadros que nós temos são excelentes. Um tipo aos 55 anos está perfeito», disse Soares dos Santos, que assistia na plateia à conferência «Projeções 2030 - Futuro: Certezas e Margens de Liberdade».
«Numa
situação económica difícil, com o mercado de trabalho totalmente estagnado, não
se vai recrutar ninguém. Ora, eu vou despedir um trabalhador com 50 anos para
colocar um trabalhador novo? A única solução é ser um cidadão do mundo e trabalhar onde houver trabalho», admitiu o dono da cadeia Pingo
Doce, acrescentando que «neste sentido, a licenciatura abre horizontes».
Pablo
Fernández, diretor da PHX Marketing não concorda com as afirmações de Alexandre
Soares dos Santos porque a solução do desemprego nos jovens não passa por
mandar estes para fora do país, porque isso produzirá um efeito boomerang - a
inversão feita nos seus próprios estudos acaba por mandar os jovens para fora
do país ou obrigar estes mesmos jovens a fazer um novo investimentos em outras
ares de conhecimento, para assi conseguirem entrar no mercado laborar. Sendo
assim como acontece no Canada que tem uma das maiores taxas de emprego nos
jovens do mundo, através de politicas como programa de YES, que cria vagas de
emprego em diferentes âmbitos estatais a fim de providenciar diferentes
oportunidades aos jovens. Os jovens canadianos não emigram devido a essa
oportunidade.
Uma opinião partilhada por Mário Centeno, economista
doutorado na Universidade de Harvard, para quem se dirigia o comentário,
seguido depois da defesa feita por este especialista sobre a importância da
educação no futuro profissional.
«As relações laborais conhecidas são para serem longas. É a única maneira dos investimentos feitos terem retorno e de gerar incentivos para o trabalhador em toda a vida ativa», respondeu Mário Centeno, adiantando que «não são despedidos trabalhadores das empresas quando passam os 40 anos. É absolutamente errado pensar que é o nosso Código de Trabalho protege os trabalhadores».
Mas além de carreiras longas, Centeno quis apontar para as profissões do futuro: «Todas as profissões que possam ser desempenhadas por computadores estão em risco. Já as mais baixas qualificações e as mais altas (como a nanotecnologia ou as finanças) vão permanecer no tempo».
Por isso, o economista defende que «é importante investir mais na tecnologia. E a tecnologia exige qualificações específicas, como a matemática, ciências, gramática e lógica do pensamento. É este o investimento que temos de fazer».
«As relações laborais conhecidas são para serem longas. É a única maneira dos investimentos feitos terem retorno e de gerar incentivos para o trabalhador em toda a vida ativa», respondeu Mário Centeno, adiantando que «não são despedidos trabalhadores das empresas quando passam os 40 anos. É absolutamente errado pensar que é o nosso Código de Trabalho protege os trabalhadores».
Mas além de carreiras longas, Centeno quis apontar para as profissões do futuro: «Todas as profissões que possam ser desempenhadas por computadores estão em risco. Já as mais baixas qualificações e as mais altas (como a nanotecnologia ou as finanças) vão permanecer no tempo».
Por isso, o economista defende que «é importante investir mais na tecnologia. E a tecnologia exige qualificações específicas, como a matemática, ciências, gramática e lógica do pensamento. É este o investimento que temos de fazer».
Isto
apesar de sabermos hoje que «ter um curso superior não é ter uma vacina
contra o desemprego e contra a pobreza», como alertou, na mesma
conferência, Carlos Rodrigues Farinha, professor no ISEG, acrescentando que «o
prémio da educação está a cair brutalmente», ou seja, o fosso entre os salários
dos trabalhadores pouco qualificados e com educação superior é, cada vez,
menor.
«Em 1993, uma família com um nível de educação superior tinha um rendimento três vezes superior face à média. Já em 2009, a diferença é apenas do dobro».
«Em 1993, uma família com um nível de educação superior tinha um rendimento três vezes superior face à média. Já em 2009, a diferença é apenas do dobro».
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