sábado, 8 de setembro de 2012

Preços dos carros nunca estiveram tão baixos


            Reforço ou continuidade das campanhas de marketing é a solução dos importadores de automóveis nacionais para tentarem atenuar a quebra de mercado até ao fim deste ano. Foi esta a resposta que o Dinheiro Vivo recebeu da maioria das marcas mais importantes, ficando no ar a ideia de que já pouco ou nada há a fazer a não ser tentar cativar, com os atributos do próprio produto, os poucos potenciais compradores que ainda têm dinheiro.
            “Iniciativas inteligentes, finalmente as empresas estão a perceber o que tem de fazer para sair da crise” - Diz Pablo Fernández, diretor da PHX Marketing acrescentando que o setor automobilístico foi um dos mais afetados verificando-se no decréscimo no número de matriculações anuais.
            Como diz o bom português “ Ter um automóvel hoje em dia é um luxo!”
            Num mercado em que os preços nunca estiveram tão baixos e em que o problema agora é que os consumidores pura e simplesmente não têm dinheiro, são poucos os construtores que esperam recuperar realmente as vendas.
            O panorama parece ser business as usual, tanto mais que já está assimilada a nova realidade de que o mercado nacional irá ter uma dimensão muito inferior. Assim, os importadores tendem a avaliar o seu desempenho pela quota de mercado que têm no país. E neste âmbito há alguns que mantêm a sua posição e outros, até, que a melhoram - é o caso da Peugeot, da Volkswagen, da BMW e da Audi.
            A quebra de vendas das marcas premium é muito menor do que a das restantes e não é de admirar que a Mercedes, por exemplo, tenha referido que vai "continuar com a estratégia de lançamentos de novos produtos, com fortes campanhas de comunicação".
Mas a campeã das subidas de quota é a BMW, que nos primeiros oito meses do ano passou marcas como a Fiat, a Opel, a Citroën, a Ford e a Seat. E João Trincheiras, responsável da marca em Portugal, revela que haverá "alguns lançamentos de importantes produtos para o mercado nacional, nomeadamente do Série 3 touring, que irá ocorrer ainda este mês". E serão essas novidades que, segundo aquele responsável, "terão certamente influência nos nossos resultados até ao final do ano".
            A Renault, que continua a liderar o mercado nacional, refere que manterá aquela que é a sua "política habitual em quaisquer condições" de mercado: "Adaptar em permanência a sua oferta às necessidades e expectativas dos clientes". Ricardo Oliveira, responsável da marca, adiantou ainda que "este ano a Renault lançará um novo modelo de grande importância para o mercado português que é o Clio IV, mas o seu impacto comercial em 2012 será ainda reduzido", explica.

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