Reforço
ou continuidade das campanhas de marketing é a solução dos importadores de
automóveis nacionais para tentarem atenuar a quebra de mercado até ao fim deste
ano. Foi esta a resposta que o Dinheiro Vivo recebeu da maioria das marcas mais
importantes, ficando no ar a ideia de que já pouco ou nada há a fazer a não ser
tentar cativar, com os atributos do próprio produto, os poucos potenciais
compradores que ainda têm dinheiro.
“Iniciativas inteligentes,
finalmente as empresas estão a perceber o que tem de fazer para sair da crise”
- Diz Pablo Fernández, diretor da PHX Marketing acrescentando que o setor
automobilístico foi um dos mais afetados verificando-se no decréscimo no número
de matriculações anuais.
Como diz o bom português “ Ter um
automóvel hoje em dia é um luxo!”
Num mercado em que os preços nunca estiveram
tão baixos e em que o problema agora é que os consumidores pura e simplesmente
não têm dinheiro, são poucos os construtores que esperam recuperar realmente as
vendas.
O panorama parece ser business as usual, tanto mais que já
está assimilada a nova realidade de que o mercado nacional irá ter uma dimensão
muito inferior. Assim, os importadores tendem a avaliar o seu desempenho pela
quota de mercado que têm no país. E neste âmbito há alguns que mantêm a sua
posição e outros, até, que a melhoram - é o caso da Peugeot, da Volkswagen, da
BMW e da Audi.
A quebra de vendas das marcas
premium é muito menor do que a das restantes e não é de admirar que a Mercedes,
por exemplo, tenha referido que vai "continuar com a estratégia de
lançamentos de novos produtos, com fortes campanhas de comunicação".
Mas a
campeã das subidas de quota é a BMW, que nos primeiros oito meses do ano passou
marcas como a Fiat, a Opel, a Citroën, a Ford e a Seat. E João Trincheiras,
responsável da marca em Portugal, revela que haverá "alguns lançamentos de
importantes produtos para o mercado nacional, nomeadamente do Série 3 touring,
que irá ocorrer ainda este mês". E serão essas novidades que, segundo
aquele responsável, "terão certamente influência nos nossos resultados até
ao final do ano".
A Renault, que continua a liderar o
mercado nacional, refere que manterá aquela que é a sua "política habitual
em quaisquer condições" de mercado: "Adaptar em permanência a sua
oferta às necessidades e expectativas dos clientes". Ricardo Oliveira,
responsável da marca, adiantou ainda que "este ano a Renault lançará um
novo modelo de grande importância para o mercado português que é o Clio IV, mas
o seu impacto comercial em 2012 será ainda reduzido", explica.
Visite o nosso site oficial: http://www.phxmarketing.pt/
Visite o nosso site oficial: http://www.phxmarketing.pt/
Sem comentários:
Enviar um comentário